Política
BA: Palanque duplo não seria problema
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O governador Jaques Wagner (PT), segundo a Agência Estado, teria despreocupado o presidente Lula quanto à polêmica em torno de palanque duplo na Bahia para a ministra Dilma Rousseff, já que, além dele, o ministro Geddel Vieira Lima, aliado do presidente, também almeja sair vitorioso na disputa pelo governo do estado. “Já disse à ministra e ao presidente que a Bahia está fora do rol dos estados-problema”.
Conforme ele, se a separação dos partidos será ideal ou não, só o tempo dirá. “Eu tentei construir uma unidade do PT com o PMDB, mas é um fato consolidado que teremos duas candidaturas da base governista. Muita gente acha que um palanque é melhor, mas quem sabe dois tenham mais gosto?”, brincou. O governador Jaques Wagner (PT) disse ainda estar tranquilo com o fato de o PMDB ter saído da base do governo para lançar a pré-candidatura do ministro Geddel.
Contudo, informações dão conta que a cúpula da campanha de Dilma Rousseff tem afirmado reservadamente que a regra sobre a participação da ministra nos Estados onde haverá mais de um palanque aliado não se aplicará às aparições de Lula. Sobre a escolha para o cargo de vice-presidente, cujo nome de Wagner chegou a ser citado, o governador da Bahia explicou que pertencer a um partido da base aliada não é o bastante para indicar o vice numa chapa à Presidência da República.
Ele se posiciona na ala petista que defende que a ministra escolha seu companheiro de chapa. “Não basta ter partido, tem de ser convidado. Essa é uma esfera de decisão exclusiva da Dilma”, afirmou. Segundo Wagner, há dois componentes para se definir um vice, seja de prefeito, governador ou presidente. “O primeiro é que tem de ser de um partido importante da base aliada, que é o caso de Michel Temer".
01/02/2010